São Paulo, 17/03/2013
Aqui
estou, escrevendo após uma semana. Falta de inspiração? Talvez. O
engraçado é que as palavras vêm apenas quando estou semi-embriagado ou
muito cansado. Porém, por incrível que pareça, estou sóbrio e
descansado. Talvez a inspiração seja o clima.
Aparentemente está chegando o inverno: chuva fina, clima agradável e
aquela vontade de ficar em casa...
O
bom é que a semana está apenas começando. Ah... aquela vontade de
trabalhar... Na verdade, ultimamente minha motivação para trabalhar é
concluir as atividades indesejadas, na esperança que as próximas sejam
interessantes. O principal problema é se não forem. O que devo fazer
então? Não creio que seja questão da empresa em si. Gosto bastante de
como a empresa é conduzida, e fora algumas ressalvas, não teria boas
ideias para melhorar. A não ser optar por não trabalhar as 40 horas
semanais.
"Mas se não for pra detonar, botar a casa abaixo, é melhor nem me chamar"
É
complicado, pois no geral, nosso trabalho exige muita transpiração,
experiência e dedicação. Mas por outro lado, chega um momento que a
inspiração é imprescindível, e se não há algo que te motive e te
inspire, fica difícil prosseguir.
Que tal mudar de profissão? É algo bem mais arriscado, pois é quebrar padrões,
destruir sua representação interna do conhecimento, sua crença sobre o
que é o mundo (desmoronar seu “castelo de legos”, como li recentemente),
e começar tudo de novo. Poderia me tornar um matemático, um baixista, ou um
filósofo. Poderia ser legal, hã?!
É um fato engraçado como todo mundo acha seu emprego o melhor. Pessoas postam em
redes sociais o “orgulho em ser enfermeiro”, ou como é “padecer no
paraíso” ser um fisioterapeuta, ou então a maravilha que é ser um
matemático, a visão diferenciada de ser um programador. Será que no
cotidiano estas pessoas realmente se sentem assim? Se não se sentem
assim, qual a justificativa dessa propaganda enganosa?
Eu acho que vem da necessidade de autoconvencimento de que tomamos
decisões corretas, que nossas profissões nos realizam e consequentemente
somos felizes. Legal. Mesmo que isso tudo não seja verdade, é um bom
mecanismo de defesa, do contrário ficaríamos todos loucos.
E você, é feliz profissionalmente, ou tenta se convencer que é?